Ministério da Saúde anunciou no dia 18 de junho o estabelecimento de 27 novas parcerias entre laboratórios públicos e privados, com perspectiva de resultado por meio da produção nacional de 14 biológicos, entre eles o L-asparaginase. Neste ano o medicamento correu o risco de ter sua produção suspensa pelo laboratório responsável por sua fabricação, o que decorreria em um desabastecimento no País. Segundo a nota publicada no site do MS, a expectativa é que em 2015 o L-Asparaginase produzido nacionalmente já esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O investimento deverá ser de R$ 18 milhões por ano na compra do produto.

Em decorrência da iniciativa do MS, a ABHH, por meio de seu Comitê de Hematologia e Hemoterapia Pediátrica, emitiu nota em apoio ao encaminhamento no sentido de coibir o desabastecimento do L-asparaginase e demais fármacos biológicos.

 

NOTA

 

O Comitê de Hematologia e Hemoterapia Pediátrica da ABHH (CHHP-ABHH) apoia a decisão do Ministério da Saúde de produzir no Brasil a L-asparaginase e outros medicamentos biológicos por meio da transferência de tecnologia. 

 

A L-asparaginase é medicação essencial para o tratamento dos tipos mais frequentes de leucemias e linfomas não-Hodgkin na infância, adolescência e adulto jovem, e os pacientes vêm enfrentando períodos críticos de desabastecimento. 

 

A falta da L-asparaginase pode comprometer o resultado do tratamento de crianças, adolescentes e adultos jovens, fazendo com que a chance de sobrevida livre de eventos na leucemia linfoide aguda (LLA) caia de 75% para 55%. A produção no Brasil, com o rígido controle de qualidade exigido na fabricação de medicamentos biológicos, garantirá o acesso à L-asparaginase a todos os pacientes, incluindo-se os tratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

 

Dada a importância dessa medicação no cenário do tratamento da leucemia e linfoma, consideramos que esta é uma excelente notícia e acreditamos que este seja o melhor caminho. O Brasil tem competência e tecnologia para essa produção, fazendo com que não seja mais necessário depender de importação de uma medicação tão vital para o tratamento da leucemia linfoide aguda. 

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